DCI193 startups trabalham com tecnologias emergentes

10/10/2017 – 13h50 | Atualizado em 10/10/2017 – 13h59

Estudo mostra que 193 startups trabalham com tecnologias emergentes no Brasil

Empreendedores estão concentrados em São Paulo e na área de internet das coisas

SÃO PAULO – Das mais de 7.500 startups em atuação no Brasil, uma parcela pequena, de menos de 3%, tem como foco tecnologias consideradas ’emergentes’, com potencial para transformar o ambiente de negócios – ou estabelecer um novo – nos próximos cinco a dez anos. A conclusão é de um amplo levantamento realizado pela aceleradora de negócios corporativa Liga Ventures em parceria com a empresa de tecnologia americana Tivit e a fabricante de processadores Intel.

O estudo “Liga Insights Emerging Technologies” mapeia 193 empresas que têm como ‘core business’ (negócio principal) um produto aplicado baseado em alguma das oito áreas consideradas emergentes: Realidade aumentada e virtual, Inteligência Artificial, Drones, Blockchain e Criptomoedas, Internet das Coisas, Cleantechs e SmartCities, IoT e Big Data e Analytics.

Dentro das oito divisões, o levantamento mostrou um recorte dos setores em que essas tecnologias estão sendo mais aplicadas. Os cinco segmentos são agropecuária; construção civil e arquitetura; finanças e seguros; indústria 4.0; e saúde e bem-estar

Áreas de atuação

Entre as divisões, a predominância é das tecnologias com internet das coisas. São 48 companhias nessa área. Em segundo lugar aparecem as tecnologias que envolvem big data e analytics. Os empreendedores que utilizam drones em suas soluções são os que têm menos startups, com 11 empresas.

A maior parte (50%) das 193 startups foi fundada nos últimos três anos. Em 2016, o destaque foi para a categoria Cleantechs e Smart Cities, que são aquelas que trabalham para aprimorar aspectos do meio ambiente e tornar as cidades mais conectadas.

Somente dez estados concentram as 193 startups atuantes em tecnologias emergentes. São Paulo e Minas Gerais lideram com 48% e 14%, respectivamente.

De acordo com a Liga Ventures, essa concentração principalmente nas regiões Sul e Sudeste se dá por conta da existência de um ecossistema empreendedor nesses locais, que possibilita o surgimento de empresas nascentes cujas soluções não vão ser usadas imediatamente.

Raphael Ferreira (DCI)